O Diretor

Desde que me dei por gente já frequentava redações de jornal e tv, levado pelo meu pai, jornalista, sempre a tira colo. Reuniões de pauta, produção, gravações, edições – um universo irresistível. Em 97, me formei em publicidade na FAAP, louco pelos ótimos comerciais de TV e jingles dos anos 80 e 90. Passei por agências, produtoras de áudio e, poucos anos depois, regada a todas essas influências, nascia a Avallone.

Começamos como um “bureau criativo”, enxuto, com foco na criação de campanhas offline, campanhas promocionais, assim como a criação de design (logotipos, embalagens, websites e etc). 

Mas, e sempre tem o mas, no meio do caminho a paixão pelo audiovisual surgiu. Algo vivo, dinâmico, imagens em movimento, direção, produção, casting, edição. Aquilo me parecia o paraíso. 

Clientes solicitando filmes começaram a surgir.
– ‘Vocês produzem filmes’?
– ‘Sim, produzimos de cabo a rabo, do roteiro à edição final’- respondia inseguro, na esperança de finalmente fazer meus primeiros filmes. Tropeços não faltaram, mas conseguimos andar e, finalmente, a correr.

A Avallone virou então uma agência com alma de produtora, uma produtora com alma de agência. Tínhamos a visão da agência, olhando pelo prisma do cliente, mas ao mesmo tempo queríamos fazer os filmes ‘dentro de casa’, sem terceirizar.

Do filme corporativo à publicidade, do filme motivacional ao tutorial;
do institucional ao filme introduzindo novos produtos à equipe de trade marketing. 

E empresas passaram a nos procurar após perceberem que apenas o uso do powerpoint, por mais eficiente que seja, não tinha impacto nas grandes convenções de vendas. Era preciso de algo extra, complementar ao PPT, a fim de emocionar, engajar. Lembro que um diretor comercial de uma companhia disse que ele ficava p… da vida quando via gente bocejando e dormindo na plateia. 
 
E desde então, a cada roteiro e a cada produção que fazemos, prometemos para nós mesmos que jamais alguém irá dormir nas convenções dos nossos clientes. A plateia poderia chorar, gritar, rir e até xingar, mas dormir jamais!

Até hoje ninguém dormiu (pelo menos ninguém nos contou) e estamos mais acordados do que nunca, colocando o sonho em prática e gerando resultados bacanas aos nossos clientes, fiéis parceiros.

Caio Avallone